1898 – Nasce em Salgueiros, ...
1898 – Nasce em Salgueiros, Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis (24 de Maio), filho de José Eustáquio Ferreira de Castro e Maria Rosa de Castro, camponeses.
1903 – Nasce Roberto Nobre, ensaísta e crítico de cinema, artista gráfico, um dos maiores amigos do escritor.
1904 – Inicia os estudos na escola de Ossela.
1906 – Morte do pai.
1910 – Faz o exame da instrução primária (22 de Agosto). Tira o passaporte para o Brasil (6 de Dezembro).
1911 – Parte de Ossela (6 de Janeiro) com destino a Leixões, embarca (7 de Janeiro) no vapor inglês “Jerôme” rumo a Belém do Pará, cidade que vivia ainda do fausto proporcionado pela borracha. Durante 28 dias fica em casa dum conhecido da família que, não o protegendo como se esperava, despacha-o a bordo do “Justo Chermont”para o seringal «Paraíso», nas margens do rio Madeira, braço do Amazonas.
1912 / 1913 – Vive em plena selva, trabalhando como caixeiro. Escreve os primeiros contos e crónicas enviando-os para jornais do Brasil e de Portugal. Redige o romance O Amor de Simão, título que virá a modificar mais tarde para Criminoso por Ambição.
1914 – O dono do seringal perdoa-lhe a dívida, permitindo-lhe deixar o «Paraíso» (28 de Outubro) para regressar a Belém do Pará, levando consigo o manuscrito do seu primeiro romance.
1915 – Período de grandes dificuldades. Cola cartazes em Belém, trabalha como embarcadiço num navio de cabotagem que faz a carreira do Oiapoque, o “Cassiporé”, entre aquela cidade e a Guiana Francesa. Redige então umas Impressões de Viagens. Começa a colaborar no Jornal dos Novos. Tira o primeiro retrato.
1916 – Edita Criminoso por Ambição (“Sensacional romance expurgado de phantasia”), impresso em fascículos. Publica a peça em dois actos Alma Lusitana, tendo como pano de fundo o conflito luso-alemão de Naulila.
1917 – Funda e dirige com outro emigrante, João Pinto Monteiro, o semanário Portugal (Março), destinado à comunidade lusa de Belém do Pará.